Trégua para a Europa pode estar chegando ao fim

   Como raramente se viu na história recente, os executivos do mercado financeiro e das agências de classificação de risco têm uma opinião em comum: a situação continua a piorar.

O rebaixamento da nota de risco da França já era mais do que esperado. Ao perder o chamado “triplo A”, nota mais alta, os franceses agora se igualam aos americanos, que receberam, no ano passado, a mesma notícia desagradável da mesma instituição, a Standard & Poor’s (S&P). A diferença aqui é que, para a França, a S&P manteve a revisão negativa para a dívida, indicando que mais notícias como essa podem vir. Para o mercado, a mensagem é que o risco francês segue deteriorando.

A mudança na avaliação da nota francesa é mais do mesmo processo que vem acometendo os países europeus. Há um significado  simbólico na redução mas, na prática,  o mercado já tratava a França como não “AAA”. O efeito imediato da nova classificação da dívida francesa, assim como dos outros oito países que foram rebaixados na mesma leva, é um aumento na percepção de que não há uma solução à vista para a crise.

Não haverá muito tempo para debater sobre a decisão da S&P, nem sobre o ego ferido dos europeus por perderem a majestosa e secular credibilidade. Nesta sexta-feira, para aumentar a apreensão, foi interrompida a negociação entre os bancos privados e o governo da Grécia para o acordo de renegociação da dívida do país. A Grécia quer que os investidores privados aceitem um desconto maior que os 60% já acordados em 2011. Não apareceu pretendente que aceite perder mais.

A trégua que foi dada para a Europa no final do ano passado está se fragilizando. A calmaria aparente do mercado se deu, principalmente, depois que o Banco Central Europeu injetou quase 500 bilhões de euros nos bancos da região que estavam ameaçados pela crise.

De fato, muito pouco ou quase nada do que foi acertado entre os países membros da União Europeia em novembro passado, para melhorar a condição das economias, saiu do papel. Os líderes da crise, alemães e franceses, não se cansam de anunciar medidas, pretensões, promessas, imaginando que só dizer o que se quer fazer seria suficiente para acalmar o mercado.

Não foi e não deverá mais ser. A pergunta que fica é: será que eles sabem de antemão que não vão conseguir entregar o prometido ou realmente não sabem por onde começar? A resposta, qualquer que seja, não seria nada animadora.

Proteja-se da crise, invista em moedas e barras de prata pura!

Fonte.

 

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