As notícias do mundo da prata em setembro

A demanda por prata física continua alta. De acordo com os dados do 2020 World Silver Survey, em 2019, a Royal Canadian Mint vendeu 25,8 milhões de onças (Moz) de produtos em barras e moedas de prata, seguida pela US Mint com 19,5 Moz e a Perth Mint com 12,7 Moz. Se olharmos para o primeiro semestre de 2020, essas três casas de moedas oficiais venderam ao todo 34,9 Moz de produtos de prata, contra 24,1 Moz durante o mesmo período do ano passado. Isso resultou em 10,8 Moz a mais vendidos em 2020, ou 45% mais do que em 2019, comparando os primeiros semestres. (fonte)

Moedas de prata soberanas

No lado da produção, a recuperação da produção de prata parou quando o suprimento das minas caiu em julho. O Peru estava a caminho de aumentar sua produção de prata, depois que o governo iniciou o fechamento das minas em abril e maio, em resposta à propagação da pandemia global. Mas, algo deve ter mudado, já que a recuperação da produção estagnou com a queda do fornecimento de minas do país em julho. Como o Peru é o segundo maior produtor de prata do mundo, o fechamento de suas minas impacta o mercado de prata muito mais do que a maioria dos países, exceto o México. No entanto, mesmo com o México sendo o maior produtor mundial, o fornecimento de suas minas de prata de março a maio caiu apenas 352 toneladas métricas (mt) em comparação com 559 mt no Peru. Parece que há muito mais problemas ocorrendo na indústria de mineração do Peru do que a mídia está relatando. Com o governo peruano tendo estendido os bloqueios até o final de agosto, isso provavelmente afetará o fornecimento da mina de prata mais do que o mercado havia previsto. (fonte)

Recentemente, o México atualizou seus números de suprimento de minas de prata de junho e, quando os somamos às perdas do Peru, descobrimos que a perda total equivale a cerca de UM TERÇO da produção global anual das minas de ouro. Enquanto o México começou o processo de reabertura de muitas de suas minas em junho, a produção se recuperou para 414 milhões de toneladas em comparação com 298 milhões de toneladas em maio. De março a junho, o México perdeu 392 milhões de toneladas de produção de prata, enquanto o fornecimento das minas do Peru diminuiu 615 milhões de toneladas. O suprimento total das minas perdido nesses dois países ao longo desses quatro meses foi de impressionantes 1.007 mt, ou 32,3 milhões de onças (Moz). (fonte)

Mineração de prata no México

Tudo isso faz com que o investimento em prata física seja uma necessidade. Devido às forças reais de SUPRIMENTO e DEMANDA no futuro, o valor da prata superará o ouro por uma larga margem. Por exemplo, nos tempos antigos, se a sociedade tinha duas vezes mais prata do que ouro, o valor do ouro era apenas o dobro do da prata. Não importava se o ouro custa dez vezes mais em energia para ser produzido; o valor era baseado na oferta total predominante de cada um na sociedade de mercado. Tudo indica que vamos experimentar a mesma dinâmica de FORNECIMENTO e DEMANDA DE PRATA novamente no futuro. De acordo com o Silver Institute’s World Silver Survey’s e o Relatório de Suprimento de Sucata de Prata Metals Focus 2015, desde 2000, os setores Industrial e Fotográfico do mercado de prata consumiram 11,5 bilhões de onças de prata. O total estimado de prata reciclada do setor industrial e fotográfico foi de aproximadamente 3,5 bilhões de onças. Nas últimas duas décadas, 8 bilhões de onças de suprimento de prata provavelmente foram perdidos para sempre. Dessa forma, 70% do consumo total da Indústria e Fotografia nos últimos 20 anos não está mais disponível para o mercado. Agora, se somarmos a demanda total de prata de 2000 a 2020, igual ou um pouco mais que 20 bilhões de onças, então, com 8 bilhões de onças dos 20 bilhões indisponíveis para o mercado, isso equivale a 40% do mercado total agora em algum lugar no CÉU DA PRATA. Compare isso com apenas 7 a 8% da oferta de ouro perdida no setor de tecnologia industrial na última década. (fonte)

Prata reciclada

No campo macroeconômico, os bancos centrais em todo o mundo estão envolvidos na maior e mais flagrante transferência de riqueza da história, que foi exacerbada pela pandemia de Covid-19. No Brasil não foi diferente, e os temores de que o BC extrapole a gastança tem agitado o mercado. Tanto é que o real brasileiro está entre as moedas mais desvalorizadas de 2020. Desde março a moeda acumula depreciação de 29,6% em relação ao dólar americano, ficando atrás somente do bolívar venezuelano. Um dos fatores é a dívida pública do país que vem aumentando significativamente. No ano passado, por exemplo, a dívida bruta do Brasil chegou a 75,8% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2019, um número consideravelmente alto para uma economia emergente. Agora, a tendência é que a dívida só aumente. Em maio, por exemplo, a dívida já estava em 81,9% do PIB. Além disso, com o avanço do vírus, o governo aumentou os gastos para tentar mitigar os efeitos da recessão no orçamento empresarial e familiar, o que promoverá um maior endividamento do país (fonte). Seu dinheiro de papel está perdendo valor a cada dia que passa…

Dinheiro de papel

Os bancos centrais abandonaram qualquer pretensão de responsabilidade fiduciária monetária e simplesmente aumentaram a velocidade das máquinas de impressão. Junto com o aumento da liquidez, as legislaturas nacionais adicionaram suas próprias medidas de emergência. Esses trilhões de dólares estão indo principalmente para os cofres e os preços das ações das empresas. Quem se beneficia disso? As pessoas que possuem essas empresas. Os já muito ricos. E a resposta oficial de nossos ‘líderes’ no governo à ameaça de pandemia foi: ‘Resgatar os mercados a todo custo’! Por aqui, o patrimônio dos super-ricos brasileiros cresceu US$ 34 bilhões durante a pandemia (fonte).

Portanto, os bancos centrais garantiram que a pandemia Covid-19 resultasse em um boom para a elite, enquanto o restante de nós está passando por uma depressão econômica que pode durar anos. Com os bancos centrais decididos a apoiar os ricos enviando os preços de todos os ativos financeiros ainda mais para a estratosfera, a inflação alta / descontrolada é o próximo estágio natural a partir daqui. Será que aqueles que se preocupam com um crash sistêmico devido a toda a intervenção e deformação estão errados? (fonte)

Tire suas próprias conclusões, e considere proteger suas economias em prata física, antes que ela fique cara demais!

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