Crise de 2012 será pior que a de 2008, diz Jim Rogers

Será muito, muito pior porque os déficits continuam subindo cada vez mais’, diz o investidor americano.

NOVA YORK – O entusiasmo que o investidor americano Jim Rogers demonstra sempre que fala da Ásia é inversamente proporcional ao seu crescente ceticismo em relação aos Estados Unidos e Europa. “Vamos ter outra crise. Teremos mais problemas em 2012, 2013″, disse, em entrevista por telefone de Cingapura. Segundo ele, a próxima crise será pior. “Será muito, muito pior porque os déficits continuam subindo cada vez mais. A América não será capaz de gastar tanto dinheiro, imprimir tanto dinheiro em 2012 e 2013 como fez em 2008 e 2009.”

Para Rogers, a revisão de rating de bancos no mundo todo, anunciada pela agência de classificação de risco Standard & Poor”s, é nada perto do que está por vir. Para ele, a situação é preocupante e a segurança, se é que é possível encontrá-la em momentos de crise, ainda está do outro lado do mundo, bem onde ele está.

Rogers, que é figura constante nos noticiários econômicos das TVs dos EUA justamente por não dourar a pílula ao fazer seus comentários e por já ter acertado por diversas vezes, ficou conhecido nos anos 70 ao fundar, com o então amigo George Soros, o Quantum Fund. Após dez anos no negócio, quando o portfólio do fundo já tinha valorizado mais de 4.000%, Rogers resolveu dar a volta ao mundo de moto e por duas vezes entrou para o Guinness World Records com suas viagens. Desde 2002, vive com a família em Cingapura.

Proteja-se da crise financeira mundial investindo em Prata.

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Os compradores de Prata física não temem as manipulações do mercado de papel

Enquanto isso, apesar da volatilidade desnecessária desencadeada pelo mercado de papel, o mercado físico da prata nunca foi tão forte.

Se a queda de setembro provou alguma coisa, é o simples fato de que os compradores de prata FÍSICA não são assustados pela volatilidade. Eles vêem baixas como oportunidades de compra, e eles compram muito…

Durante o mês de setembro, a Casa da Moeda dos EUA informou a segunda maior venda de moedas de prata física em sua história, com a maioria das vendas feitas nas duas últimas semanas do mês.

Relatórios da Índia no início de outubro indicaram que a demanda de prata física havia criado problemas de fornecimento de curto prazo para a entrega física, devido a problemas com a capacidade da companhia aérea. Na China, que teria importado 264,69 toneladas (7,7 milhões de onças) de prata apenas em setembro, o volume dos contratos futuros de prata no Xangai Exchange foi mais de seis vezes superior ao mesmo período de 2010.

Ficou claro para quem acompanha o mercado de prata que a demanda física do metal aumentou durante o declínio dos preços do papel. E por que não? Você tem acompanhado a Europa ultimamente? Os políticos e burocratas lhe trazem confiança? Ouro e prata são os ativos financeiros mais racionais neste tipo de ambiente, porque são responsabilidade de ninguém. Eles são perfeitamente desenhados para nos proteger durante estes períodos de turbulência financeira extrema. E caso você não saiba, apesar da volatilidade, o ouro e a prata continuaram a fazer o seu trabalho em 2011. À medida que você lê  isto, em dólares canadenses, por exemplo, a valorização do ouro é de 23,4% no ano e de prata é de até 6,8%.

Dado o ambiente atual, é um  risco muito maior manter dinheiro em um banco do que investindo em metais preciosos. E serve para lembrar que, graças a taxas de juros de praticamente 0%, os bancos não pagam os seus clientes para correr esses riscos hoje.

Nada disso deve parecer exagero. Uma das razões principais do por quê os investidores têm comprado ouro físico e prata é para armazenar parte de sua riqueza fora de um sistema financeiro que parece cada vez mais quebrado.

O sistema bancário europeu é um modelo vivo de quebradeira. Relatórios recentes revelaram que mais de € 80 bilhões foram retirados dos bancos italianos somente em agosto e setembro.

Na Grécia, os depositantes têm levado quase € 50 bilhões de seus bancos desde o início de 2010. 13 bancos gregos estão agora completamente dependentes de financiamento do  BCE para se manter à tona. A situação se deteriorou ao ponto onde mais de dois terços dos cerca de € 500.000.000.000 que os bancos têm emprestado do BCE estão agora a ser depositados de volta ao banco central. Por quê? Porque eles não confiam em outros bancos para se manter à tona o tempo suficiente para obter seu dinheiro de volta (!).

Nos Estados Unidos não é diferente. A Fitch Ratings alertou recentemente que os bancos dos EUA podem enfrentar perdas severas de suas exposições à dívida Europeia, se o contágio aumentar. Há muito pouco neste momento para sugerir que ele não vai. As raízes da crise de 2008 sobrevivem na crise de hoje. Nós ainda estamos enfrentando os mesmos problemas impostos por alavancagem no sistema financeiro, e adiando as soluções adequadas, o que só aumentou os riscos. Nós não esperamos que os mineiros de prata dominem o mercado de prata física, e sabemos que os jogos de papel provavelmente continuarão, mas os mineiros de prata deve fazer um esforço para compreender melhor o valor inerente de seu produto. Ouro e prata não são commodities tradicionais, elas são dinheiro. O seu valor reside em sua capacidade de reter a riqueza em ambientes marcados por taxas de juros reais negativas (some a isso: intervenções de governos, grande incertezas econômicas, e instituições bancárias vulneráveis).

O perfil da demanda de prata é agravado pelo seu uso em aplicações industriais, mas é a demanda do metal de investimento que irá conduzir o seu desempenho futuro. O risco de manter seu excesso de caixa em um banco é, em nossa opinião, muito maior do que segurá-lo na forma mais duradoura de dinheiro que a prata representa.

 Proteja seu patrimônio, invista em Prata.

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Europa ou EUA – qual bomba vai explodir primeiro?

Com a bomba fiscal já armada e com seu cronômetro no final da contagem regressiva tanto na Europa quanto nos EUA, a pergunta mais pertinente a ser feita no momento é: qual vai explodir primeiro?  Durante boa parte dos últimos meses, parecia que a Europa estava prestes a ir pelos ares.  Porém, a recente postura adotada por Angela Merkel, de recusar-se a apoiar um pacote de socorro aos países endividados — pacote esse que se resumia a mera impressão de euros pelo Banco Central Europeu, exatamente como vem fazendo o Federal Reserve —, bem como sua recente declaração de que ela não possuía nenhuma bazuca fiscal — ao estilo do que fez o Tesouro americano ainda sob o comando de Hank Paulson —, parecem ter retardado um pouco o cronômetro da bomba europeia.

Por outro lado, o total fracasso do Super Comitê criado pelo Congresso dos EUA para decidir como seria feito o equilíbrio do orçamento do governo americano — se por meio de cortes de gastos, ou de aumento de impostos ou de uma combinação de ambos — estimulou ainda mais a constatação de que o cronômetro da bomba americana está muito mais avançado.

A chanceler Merkel foi enfática ao dizer que os políticos europeus não podem ganhar uma muleta monetária similar àquela que o Banco Central americano (o Fed) concedeu aos políticos americanos.  Seu louvável objetivo, obviamente escarnecido pelos editoriais do The New York Times, é desativar a bomba da dívida europeia por meio de substanciais reformas nos orçamentos governamentais — e, como resultado, fazer do euro “a mais forte moeda do mundo”.  Fez-se muito alarido a respeito do baixo volume de compras de títulos alemães no leilão da quarta-feira passada, com algumas pessoas dizendo que a baixa demanda (o que elevou os juros dos títulos alemães de 10 anos para mais de 2% — dificilmente um indicador de que os investidores estão se desfazendo deles em pânico) é uma evidência de que os investidores estão preocupados com as políticas econômicas de Merkel.  Eu diria que é exatamente o oposto: muitos investidores ainda creem que Merkel está blefando, e que a Alemanha acabará cedendo à pressão e estimulando o BCE a imprimir dinheiro, exatamente como estão fazendo os outros bancos centrais.  Provavelmente foi por este motivo que os juros sobre a dívida alemã subiram modestamente.

Em contraste a tudo isso, os EUA já deixaram cristalina sua intenção de ignorar os problemas de sua dívida.  Com o fracasso do Super Comitê na semana passada, tal postura se tornou oficial.  Os políticos americanos não irão, sob nenhuma circunstância, confrontar de maneira sincera a crise da dívida do país.  Embora o resultado nulo do Super Comitê não devesse ter gerado nenhuma surpresa, a total disfunção apresentada deveria servir de alerta final para todos aqueles que, movidos pelo desespero, ainda nutrem alguma ilusão.  Alguns membros do Congresso americano, como o senador John McCain, já até mesmo se pronunciaram contra o corte automático de US$ 1,2 trilhão que começará a ser feito a conta-gotas a partir de janeiro de 2013.  Pode ter a certeza de que cada vez mais políticos, de ambos os partidos, também irão se pronunciar contra.

Ao longo da próxima década, o governo americano espera gastar mais de US$ 40 trilhões de dólares.  Mesmo que esse corte de US$ 1,2 trilhão de fato se materialize, tal quantia equivale a apenas 3% das despesas previstas.  Por causa de uma brilhante, porém hipócrita, manobra contábil, US$ 216 bilhões destes “cortes” propostos representam meramente reduções esperadas nos gastos com o pagamento de juros da dívida, reduções estas que, por sua vez, seriam resultado de cortes de US$ 984 bilhões no orçamento — daí o total de US$ 1,2 trilhão.

É claro que, mesmo que tudo ocorra como maravilhosamente previsto, esses cortes sequer farão cócegas nos déficits orçamentários já projetados, os quais, se a história por nos servir de parâmetro, provavelmente subirão acentuadamente à medida que a realidade econômica for se comprovando bem mais sombria do que previram as estatísticas do governo americano.  Por último, vale também mencionar que os cortes de gastos não representam cortes no sentido comum da palavra, na qual o gasto é realmente reduzido.  No linguajar governamental, “cortes” são meras reduções na linha de referência, o que significa que os gastos do governo irão aumentar um pouco menos do que havia sido inicialmente programado.

Enquanto isso, a possibilidade de um calote soberano na Europa está estimulando a demanda mundial por dólares, o qual, apesar de tudo, ainda continua sendo visto como um “porto seguro”.  Portanto, contrariamente ao que dizem os políticos, sempre ansiosos para inventarem desculpas, os problemas da Europa estão na realidade fornecendo um estímulo temporário às bolhas formadas na economia americana.  No entanto, uma deliberação para a crise na Europa poderia reverter essa tendência.  E considerando-se a disciplina que vem sendo emanada de Berlin, uma genuína solução não está totalmente fora de questão.  Se a confiança puder ser restaurada por lá, cada nova rodada de fuga temporária de investidores em busca de algum porto seguro poderá estar cada vez menos centrada no dólar americano.  Em vez do dólar, investidores avessos ao risco podem preferir uma cesta de outras moedas mais fiscalmente sustentáveis e que gerem maiores retornos.

A ironia é que a Europa está sendo criticada justamente por não estar seguindo o exemplo americano.  Essa crítica é inapropriada porque parte do princípio de que as políticas adotadas pelos EUA funcionaram.  Só que elas não funcionaram.  No máximo, elas postergaram a explosão da bomba, mas fizeram isso de tal forma que, quando a explosão vier, será ainda mais destruidora.  Enquanto isso não ocorre, todos seguem interpretando erroneamente a situação, confundindo adiamento com sucesso.

Todavia, se a abordagem mais linha-dura de Merkel funcionar, e cortes reais forem feitos, a Europa será elogiada por seu pioneirismo em seguir um caminho diferente e ousado.  Como consequência, o euro poderá se valorizar e o dólar, afundar.  Nos EUA, os preços das commodities irão subir, elevando ainda mais os índices de inflação de preços e, consequentemente, as taxas de juros.

Qualquer reversão significativa na atual tendência de valorização do dólar poderá fornecer um estímulo para que aqueles países que possuem enormes reservas em dólares diversifiquem essas suas reservas internacionais em outras moedas.  Meu palpite é que Merkel compreende bem a grande vantagem que os EUA desfrutaram em decorrência do fato de ser o emissor da moeda de reserva mundial.  Creio que ela esteja cobiçando esse prêmio para a Europa, e, baseando-se em sua estratégia, trata-se de um objetivo claramente dentro de seu alcance.

Há um velho ditado que diz que uma pessoa só passa a dar valor ao que tem após ter perdido tudo.  A insensatez criminosa que reina hoje em Washington pode finalmente forçar o resto do mundo a cancelar o privilégio concedido aos EUA de ser o detentor da moeda internacional de reserva.  Tal perda poderá fazer com que os americanos finalmente passem a valorizar profundamente este conceito — e amargar a situação que seu próprio governo criou para eles.

Prepare-se para este iminente colapso, invista em metais preciosos como a Prata, antes que seu preço fique inacessível!

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Esta será a década da Prata

É importante ter uma visão de longo prazo, de seis a doze meses. Nos últimos 10 anos, claro, o preço da prata fez coisas maravilhosas, embora recentemente, tem estado sob muita pressão. Embora a última década foi a década do ouro, esta década será a década da prata. É evidente que ela vai voltar para a sua relação histórica com o ouro de 16 para 1 em termos de preço. E como um exemplo de 16 para 1, com o ouro em 1800 dólares seria sugerir que o preço de prata deve ser de US$ 112,5 ao menos.

As recentes correções foram orquestradas por pessoas que investem maciçamente em prata a curto prazo. Quando o preço foi a $20-50 aproximadamente, estes tinham perdido cerca de 20 bilhões de dólares. Se a prata tivesse chegado a $50, as coisas teriam ficado malucas. Como quando o ouro subiu para $850, dobrou logo em seguida, o criou grande estresse sobre as pessoas que tinham posições de curto prazo. E, infelizmente no mercado da Comex, que é principalmente um mercado de papel, aqueles que têm grandes quantidades de dinheiro podem forçar o preço para baixo rapidamente.

Houve uma queda recentemente, que derrubou a prata para US $ 27, e é isso o que acontece nos mercados de papel. Mercados de papel podem negociar até um bilhão de onças por dia, enquanto nós só produzimos 900 milhões de onças por ano (!). E olhando para os mercados físicos, é possível identificar uma mudança de 380 milhões de onças na oferta/procura apenas nos últimos cinco anos, em um mercado de 900 milhões onças. Mais cedo ou mais tarde nós vamos cair em uma falta de prata física, e o preço da prata física, então, determinará o preço na Comex.
Existem forças em ação todos os dias, e você tem que esgotar as forças, ou eles têm que ter algum motivo para mudar sua visão sobre o que é seu melhor interesse nos mercados de papel. Ou as pessoas simplesmente continuam a comprar a uma taxa que estão comprando, porque você simplesmente não pode continuar comprando prata em uma proporção de 12:59 para o ouro que tem o preço de 50 para 1. O que é matematicamente impossível.

Nós temos visto agora que os bancos centrais estão comprando ouro, enquanto costumavam ser vendedores de ouro físico, agora eles são os compradores de ouro físico. A GFMS deste ano sugeriu que os bancos centrais podem comprar ao menos 500 toneladas de ouro, enquanto que eles eram vendedores no ano passado. E isso em um mercado de 4000 toneladas ao ano. A declaração da Venezuela: “Queremos ter o nosso ouro físico em nossa posse física.” Será que vai fazer a diferença? Não é possível dar-lhe a resposta ainda, porque é claro, a Venezuela não tem todo o seu ouro ainda. E seria surpresa se ela o tivesse, teoricamente, até meados de Novembro, porque ele estava em depósito e você não imagina a logística de transferência desta quantidade de ouro, entre 93 e 110 toneladas, que é não um monte de ouro, mas o é em termos de tamanho físico, porque é muito denso.

Aproveite o momento, que muitos estão considerando como a oportunidade única que surge em uma vida, e invista em Prata pura.

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Espanha e Itália estão muito perto do calote que será catastrófico para o mundo afirma Citigroup – Europa tem semanas ou dias para evitar um ‘default’ de Espanha ou de Itália

Economista-chefe do Citigroup diz que se a UE e o BCE não agirem Espanha e Itália podem estar muito perto do incumprimento.

A Europa tem semanas ou dias para evitar um ‘default’ de Espanha ou de Itália se o BCE não intervir e comprar dívida no mercado secundário, afirmou hoje Willem Buiter, economista chefe do Citigroup.

“O tempo esgota-se rapidamente”, assegurou Buiter em declarações à Bloomberg Television. “Penso que temos uns meses – ou mesmo semanas ou dias – antes que tenhamos um risco importante de ‘default’ desnecessário em países com Espanha ou Itália”, afirmou.

“Isso seria uma catástrofe financeira que arrastaria o sistema financeiro europeu e norte-americano com ele. Por isso têm que agir agora” insistiu.

Para Buiter, se não se aumentar o tamanho do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF), o BCE é o único canal para ajudar na zona euro.

“Podem ter que tapar o nariz enquanto o fazem, mas se não o fizerem é o fim da zona euro”, disse, recordando que o BCE não pode emprestar dinheiro directamente aos governos ou comprar no mercado primário, explicou que “não há qualquer restrição em comprar qualquer quantidade de dívida soberana em qualquer momento no mercado secundário”.

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