A caminho do fim do dinheiro físico (ao menos assim querem os banqueiros!)

A nota de 500 euros deixará de ser impressa a partir de 2018 e será gradualmente retirada de circulação, para lutar contra as chamadas atividades ilegais – quando você quer matar seu cão, é acusado de ter raiva…

A decisão do BCE não é isolada, já em 2013, o governo de Israel criou uma comissão para estudar a retirada gradual de dinheiro de papel. O governo australiano anunciou oficialmente sua intenção de remover as espécies em 2022, enquanto que a Noruega tem planos para 2020. Esses anúncios não são isolados, e bancos, nesse sentido, como o JP Morgan Chase, por exemplo, já recusam depósitos o dinheiro em seus cofres.

O uso de papel-moeda já é limitado, não se pode pagar em dinheiro compras na França acima de 1.000 euros, e as retiradas dos caixas automáticos estão limitadas a 300 euros. Teme-se que os meios de pagamento digital e porta-moedas eletrônico será imposto à todos.

Teme-se? Sim, porque o dinheiro do indivíduo não será mais seu dinheiro, mas dos bancos, e o governo pode rastrear qualquer transação, e talvez possa aplicar taxas de juros negativas, como já estão ensaiando em alguns lugares. As pequenas economias sob o colchão parece terem terminado.

Ok, muito bonita a justificativa de isso facilitará o combate à corrupção e ao tráfico, mas você, cidadão de bem, poderá ficar totalmente à merce de um sistema bancário eletrônico baseado em dívida.

E quando as máquinas não quiserem mais liberar o seu dinheiro? Ou se um banco quebrado não puder simplesmente aprovar seu saque, pois não existe dinheiro suficiente para todos?

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Brigas entre programadores ameaçam futuro do bitcoin

Daniel Auf der Mauer/The New York Times
-- PHOTO MOVED IN ADVANCE AND NOT FOR USE - ONLINE OR IN PRINT - BEFORE JAN. 17, 2016. -- Mike Hearn in his apartment in Zurich, Jan. 10, 2016. Hearn, one of a small brotherhood of Bitcoin developers around the world, has removed himself entirely from the virtual-currency project because of a nasty dispute that exposed fundamental differences about the aims of the enterprise and how online communities should be governed. (Daniel Auf der Mauer/The New York Times) - XNYT42« Back
Mike Hearn em seu apartamento na Suíça; ele é um dos ‘programadores-chave’ do bitcoin

NATHANIEL POPPER
DO “NEW YORK TIMES”

19/01/2016 02h00

 

Mike Hearn, um programador de computadores britânico, ficou trancado em seu apartamento de dois quartos em Zurique, por diversos dias, neste mês, para escrever um apaixonado protesto.

Dois anos atrás, Hearn deixou um confortável emprego como programador na unidade suíça do Google para se dedicar em tempo integral à sua grande paixão: a moeda virtual bitcoin. Ele era parte do pequeno grupo de desenvolvedores, de todo o mundo, que se dedicam a manter tanto o software básico que governa a criação de novos bitcoins quanto a rede na qual as transações financeiras com a moeda virtual acontecem.

Mas uma briga feia dilacerou a pequena irmandade de desenvolvedores do bitcoin e despertou dúvidas quanto à sobrevivência da moeda virtual. Hearn, até recentemente um dos líderes mais conhecidos do projeto Bitcoin, se desiludiu a tal ponto com ele que, em dezembro, vendeu as poucas centenas de bitcoins que lhe restavam e aceitou discretamente uma proposta de emprego apresentada por uma start-up.

O post apaixonado em que ele estava trabalhando para seu blog era o anúncio de que deixaria o bitcoin para trás de uma vez por todas. “O bitcoin deixou de ser uma comunidade transparente e aberta e se agora vive dominado por censura irrestrita e ataques mútuos entre os membros do grupo”, ele escreveu.

A disputa –que surgiu de uma questão sobre o número de transações por segundo que a rede do bitcoin deve ser capaz de aceitar– pode parecer algo que interessa apenas aos mais dedicados seguidores da tecnologia. Mas expôs diferenças mais profundas sobre os objetivos básicos do projeto Bitcoin e sobre o governo das comunidades on-line.

As partes em conflito retrataram uma à outra como, de um lado, populistas cujo objetivo é expandir o potencial comercial do bitcoin, e, do outro, elitistas mais preocupados em proteger o status da moeda virtual como desafiante radical às moedas existentes.

A divisão levou, nos últimos seis meses, a ameaças de morte contra desenvolvedores do bitcoin e a ataques de hackers que derrubaram provedores de acesso à internet. Os dois lados se sentem profundamente traídos. Um dos principais antagonistas de Hearn, um barbudo programador californiano chamado Gregory Maxwell, também parece ter se afastado de seu trabalho no bitcoin, depois de receber ameaças anônimas de morte.

Essas disputas internas surgiram no momento em que a tecnologia do bitcoin começa a ganhar credibilidade em Wall Street e no Vale do Silício. Ao longo das muitas controvérsias que abalaram a moeda virtual –entre as quais diversos casos de roubo e fraude–, o software básico continuou funcionando como esperado.

Essa consistência elevou o valor dos bitcoins em circulação a mais de US$ 6 bilhões e levou empresas do setor de capital para empreendimentos a imaginar que a tecnologia poderia se tornar o futuro das finanças, uma maneira mais rápida e barata de executar toda espécie de transação financeira.

Parte do atrativo primário do bitcoin é sua promessa de oferecer alternativa mais segura e confiável às moedas e redes financeiras existentes. Ao contrário do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) e de Wall Street, instituições administradas por seres humanos, o bitcoin supostamente deveria depender da infalível lógica da matemática e dos códigos de computação.

Nesse sistema, programadores como Hearn, que muitas vezes contribuem voluntariamente com seus conhecimentos e trabalho, eram vistos como técnicos neutros.

A disputa atual, porém, é lembrete de que o software do bitcoin –como todos os códigos de computação– é um produto da mente humana e passa por evolução, e por isso seu desenvolvimento está sujeito às fragilidades humanas e a divergências de ideias.

Não há certeza quanto a quem realmente deu início à briga, mas no momento os dois lados estão em impasse, e isso deixou o software do bitcoin –e a moeda virtual em si– no limbo. Hearn está convencido de que o impasse em breve tornará difícil realizar até mesmo transações simples, e que isso terminará por afastar os usuários e resultar em um colapso de preço.

As preocupações de Hearn quanto ao impasse foram ecoadas, muitas vezes em tom menos estridente, por número crescente de outros desenvolvedores, bem como por startups que compram, vendem e mantêm bitcoins.

Gavin Andersen, colaborador próximo de Hearns e um dos mais veteranos participantes no desenvolvimento do software do bitcoin, disse que a disputa provavelmente causaria perturbações em curto prazo, mas que discorda da ideia de que ela prejudicará as perspectivas do bitcoin em longo prazo. Outros líderes do bitcoin expressaram sentimento semelhante, e os investidores parecem inclinados a acreditar neles: o preço do bitcoin na verdade subiu nos últimos meses, para cerca de US$ 430 por bitcoin.

Alguns dos aliados de Hearn na batalha esperam que o impasse possa ser rompido se as grandes companhias do bitcoin se unirem em torno de algo como o Bitcoin Classic, uma nova versão do software básico do bitcoin anunciada este mês, com o objetivo de expandir a capacidade da rede e ao mesmo tempo introduzir novos padrões de governança.

Mas Hearn está convencido de que já é tarde demais. Em passeios noturnos nos bosques perto de seu apartamento em Zurique, ele vem tentando descobrir em que ponto o bitcoin começou a dar errado, e o que isso significa para as crenças idealistas que o levaram ao processo.

“Jamais me ocorreu que a coisa pudesse simplesmente se desmantelar por as pessoas terem enlouquecido e por haver desacordos políticos fundamentais quanto aos objetivos do projeto”, disse Hearn em entrevista por Skype, de seu apartamento. “Isso realmente abalou minha fé na humanidade”.

 

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O homem que previu o sequestro dos depósitos do povo grego diz que outro colapso é iminente!

Arrow graph going down

James Turk:   “Tudo o que precisamos fazer é olhar ao redor, para concluir que um colapso financeiro como a que vimos em 2008 está se aproximando rapidamente. Está escrito em toda a parede, e está lá para qualquer pessoa disposta a abrir os olhos ….

A queda livre recente dos preços das ações chinesas e em todo o mundo é uma bandeira vermelha, para não mencionar que os preços dos imóveis estão pendurados por um fio e prontos para seguir em queda, com os investidores procurando liquidez e segurança.

Então é claro que é a Grécia, e, mais geralmente, os problemas das economias fracas e as cargas pesadas de dívida na zona do euro, assim como em outros estados de bem-estar altamente endividados fora da Europa.

Nós podemos tirar duas conclusões a partir do que vemos: em primeiro lugar, a intervenção do governo nos mercados é um processo destrutivo que no final faz uma confusão de coisas. Este processo termina, inevitavelmente, em um desastre, porque as decisões são tomadas como são percebidas como politicamente convenientes em vez de serem fundamentadas como deveriam em finanças e economia.

Tome a Grécia como um exemplo óbvio, acho que por volta de maio de 2010, quando a incapacidade da Grécia para pagar suas dívidas tinha atingido uma fase crítica pela primeira vez. O presidente do Banco Central Europeu na época era Jean-Claude Trichet, que foi incansável em afirmar que o BCE como instituição era independente dos políticos e não seria o veículo para socorrer a Grécia.

Ele não fez essas declarações depois que políticos europeus, liderados pela chanceler Angela Merkel, decidiram em uma reunião de fim de semana, em seguida, que a Grécia deveria ser socorrida e o BCE iria fazê-lo. Como conseqüência, o BCE tem agora um problema de 115.000.000.000 de €, que é o montante da dívida grega em seus livros.

Por que os políticos não apenas deixaram a Grécia ir há cinco anos quando os problemas do país eram menores e, portanto, mais facilmente gerenciáveis? Porque os políticos não são orientados para os negócios. Eles não podiam perder a face, deixando seu amado ‘projeto europeu‘ arrebentar pelas costuras, o que pode acontecer a qualquer momento agora de qualquer maneira, uma vez que o BCE é fundamentalmente insolvente porque o papel inútil grego que detém é superior ao seu patrimônio líquido.

Os políticos não entendem a responsabilidade financeira nem as conseqüências de suas ações quando eles interveem. Lembre-se, a história tem mostrado que os governos destroem mercados muito antes que possam entender como o processo do mercado e do capitalismo funcionam. E na Europa, vemos esse desfecho em andamento.

O segundo ponto é que o sistema bancário como é praticado hoje é fundamentalmente falho. Aqui eu estou me referindo às duas funções dos bancos – empréstimos e processamento de pagamentos. A maioria da atividade econômica hoje é feita com moeda de depósito. Em outras palavras, o dinheiro em depósito nos bancos circula como moeda no comércio do ordenante para o beneficiário com transferências bancárias, cartões de plástico, pagamentos eletrônicos e com o antiquado, mas ainda amplamente utilizado talão de cheques. Se um banco falir porque ele tem feito empréstimos ruins, tudo isso é perdido.

Mesmo que um banco não falir, mas simplesmente parar de funcionar, como estamos vimos na Grécia, a economia sofre uma parada, que é a difícil situação da Grécia, enquanto seus bancos estão fechados. As ramificações são profundas quando a maioria do comércio para. As empresas que não estão preparadas entram em colapso junto com a economia, e se eles têm empréstimos em aberto, seu colapso piora as perspectivas para os bancos. Além disso, a receita fiscal do governo sofre uma parada, tornando ainda mais difícil lidar com a carga da dívida do país.

A resposta para isso, a forma imprudente em que o sistema bancário é praticado, é a de separar os bancos de crédito – aqueles que fazem empréstimos – dos bancos de comércio – aqueles que são responsáveis por pagamentos. A melhor maneira de fazer pagamentos é usar ouro, porque quando se utiliza um ativo tangível como moeda, você elimina o risco da contraparte. Eliminar o risco da contraparte é agora a melhor coisa que poderia acontecer para a economia global.

Há um último ponto para falar sobre a Grécia. Quando os bancos foram fechados na Grécia, as pessoas já não tinham acesso ao seu ouro e prata armazenados em cofres. Por esta razão, eu sempre recomendo não armazenar qualquer coisa em qualquer banco ou qualquer cofre de banco. Não corra riscos com o seu ouro físico e prata, que é o ativo base na carteira de todos. ”

 

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Depois do fim do Brasil, Empiricus prevê dez anos de recessão

falling-off-the-chart1   A avaliação é do economista Felipe Miranda, sócio da Empiricus, a casa de análises independente que causou urticárias nos militantes mais aguerridos do PT, durante a campanha eleitoral de 2014. Em junho daquele ano, Miranda lançou a primeira versão da análise “O Fim do Brasil”, em que previa que o modelo desenvolvimentista adotado após 2008 levaria o País à crise. Processado pelo partido da presidente – e então candidata à reeleição – Dilma Rousseff, Miranda foi inocentado pela Justiça e viu a crise chegar a números piores que as suas previsões. Agora, ele afirma que estamos diante de uma década de carestia.

Miranda afirma que a maior bolha de ativos financeiros da história global está prestes a estourar. Ela foi criada pela ação dos bancos centrais de todo o mundo, após a crise de 2008. No afã de estimular as economias locais, as autoridades monetárias injetaram maciças doses de dinheiro no sistema, a taxas de juros muito baixas – ou até mesmo, zeradas. Segundo Miranda, cerca de US$ 12 trilhões entraram em circulação desde aquele ano, para evitar que a crise financeira se aprofundasse.

“Os preços inflados estão na raiz do problema”, diz o economista. Por trás da sofisticação dos jargões e das contas, o raciocínio é simples. Se há muito dinheiro em circulação, o crédito fica mais acessível e mais barato. As pessoas começam a se endividar para consumir. A demanda eleva os preços – de carros a imóveis, passando por qualquer coisa. No mercado financeiro e de capitais, ocorre o mesmo. Bancos e investidores continuam tendo acesso a crédito farto e barato. O dinheiro é usado para comprar ações, títulos de dívida de países e empresas, imóveis.

Bolhas

bubble
A bolha se forma, quando o valor desses bens e investimentos se descola da realidade. Como medir isso? Um exemplo é comparar o preço das ações com o quanto as empresas lucram. Segundo Miranda, o S&P 500, um dos principais indicadores da Bolsa de Nova York, mostra a maior distância entre o valor das ações que compõem o índice e o retorno que as empresas geram, desde 2008.

Outro exemplo é a capacidade de pagamento dos bancos centrais. Somente o Federal Reserve, dos Estados Unidos, tem obrigações de US$ 4,3 trilhões em títulos de dívida circulando pelo mercado. O problema é que seus ativos (a soma dos bens que possui) totalizam apenas US$ 56 bilhões. Antes da crise de 2008, o nível de alavancagem do Fed era de 22 para 1. Agora, está em 77 para 1. Isso significa que, para cada 1 dólar de capital próprio, o banco central americano possui 77 dólares em dívidas contraídas. De prático, se apenas parte dos investidores desconfiarem que o Fed não terá condições de pagar seus compromissos e decidirem antecipar a cobrança para se garantir, o banco quebra.

A China também é destaque, entre as preocupações de Miranda. A economia chinesa vem desacelerando e muitos apontam que o país vive uma “fraude do crescimento”. O motivo seria o impulso artificial da construção civil. Antes da crise, em 2008, a construção respondia por 17% do PIB dos Estados Unidos. Na China atual, o porcentual é de 50%. Além disso, às vésperas do estouro da crise das hipotecas americanas, um cidadão demorava, em média, 4,3 anos para quitar sua casa. Para os chineses, esse tempo é de 18 anos. Traduzindo: a construção tem mais peso, com dívidas mais longas, no Oriente.

Nas sombras

Além de tudo, grande parte do dinheiro que gira a economia chinesa passa pelo que os especialistas chamam de “shadow banks”, ou bancos obscuros. Trata-se de instituições fora do sistema financeiro regulamentado, uma espécie de agiotas mais sofisticados. Estima-se que, em 2012, 69% do PIB do país fosse movimentado por esses mecanismos paralelos. Isso torna difícil, por exemplo, mensurar o real impacto de uma desaceleração na economia local.

E o que tudo isso tem a ver com uma possível nova década perdida para o Brasil? Miranda afirma que o estouro da bolha de ativos gerada pelos bancos centrais vai gerar uma “crise sem precedentes em esfera global”, com o “colapso generalizadodo sistema financeiro. O estouro seria traduzido pela reavaliação do preço desses investimentos. Ou seja: se o mercado entender que os governos não têm condições de honrar os títulos que venderam, o preço desses papéis vai despencar, arrastando todos os outros.

Os efeitos globais dessa desconfiança serão a queda de cerca de 50% no valor das ações em todo o mundo; a insolvência de bancos; o desmantelamento da Zona do Euro; o estouro das bolhas de crédito e imobiliária na China; uma crise de capacidade de pagamento de dívidas de diversos países; a pulverização das moedas de nações emergentes e o fim do fluxo de capitais para essas regiões.

Brasil

Haveria vários canais de contaminação do Brasil. O primeiro é que a China é, atualmente, nossa maior parceira comercial, respondendo por 20% das exportações. O segundo é que dependemos de capital externo para financiar projetos importantes no País, como obras de infraestrutura e o pré-sal. Por isso, Miranda afirma que os dez anos de recessão serão antecedidos por alguns sinais: a) forte desvalorização do dólar, que pode bater em R$ 4; b) perda do grau de investimento do Brasil; c) aumento dos juros pagos pelo Brasil para captar dinheiro; d) forte queda no valor das ações; e) aumento do desemprego; f) queda dos salários e deterioração dos indicadores de distribuição de renda. “Os avanços sociais conquistados desde os anos 90 estarão em risco”, afirma.

Os prognósticos não são agradáveis e já despertam críticas de militantes políticos em redes sociais. O ponto, porém, é que, até aqui, Miranda acertou suas projeções, apesar do terremoto que causou com “O Fim do Brasil”. Em junho do ano passado, quando o publicou, o economista previa uma alta do dólar para R$ 2,60, a queda do superávit primário para cerca de 1% do PIB e um crescimento da economia da ordem de 1,3% para 2014. A realidade, porém, mostrou-se bem mais sombria: a moeda americana fechou cotada a R$ 3,246 nesta segunda-feira 16 e já está na faixa dos R$ 3,30. As contas do governo fecharam com um rombo (déficit primário) de 0,63%, o primeiro em mais de dez anos; e já há quem projete uma queda do PIB do ano passado, a ser divulgado no fim de março.

Em entrevista à DINHEIRO, em janeiro, Miranda afirmou que a deterioração do cenário “foi pior do que imaginava”. Antigamente, dizia-se que um resfriado na economia global gerava uma pneumonia no Brasil. Com a economia enfraquecida, o risco de cair de cama novamente está cada vez maior. Diante da nova previsão de uma década perdida, a maior preocupação é de que, novamente, a realidade seja pior do que as estimativas.

 

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10 eventos chave que precederam a última crise financeira e estão acontecendo novamente agora!

Se você não acredita que estamos caminhando diretamente para outra grande crise financeira, você precisa ler este artigo. Muitos dos exatos mesmos padrões que antecederam o grande colapso financeiro de 2008, estão acontecendo de novo, diante dos nossos olhos. A História literalmente parece ser repetir, mas a maioria das pessoas parece absolutamente alheia ao que está acontecendo.

# 1 Um início de ano realmente ruim para o mercado de ações. Durante os três primeiros dias de negociação de 2015, a S & P 500 caiu um total de 2,73 por cento. Em apenas duas vezes na história este índice caiu mais de três por cento durante os três primeiros dias de negociação de um ano. Aqueles anos foram 2000 e 2008, e em ambos os anos assistimos a enormes quedas da bolsa.

# 2 Comportamento muito agitado no mercado financeiro. Em geral, os mercados calmos tendem a subir. Quando os mercados se agitam, eles tendem a ir para baixo. Por exemplo, o gráfico abaixo mostra como o índice médio do Dow Jones da indústria tem comportado desde o início de 2006 até o final de 2008. Como você pode ver, o Dow estava muito calmo, uma vez que subiu ao longo de 2006 e parte de 2007, mas ficou muito agitado assim que 2008 surgiu …

É importante que não se deixe enganar se as ações disparam em um determinado dia. Os três maiores ganhos em um único dia do mercado de ações da história foram bem no meio da crise financeira de 2008. Quando você começa a ver grandes altos e grandes baixos no mercado, é um sinal de um grande problema pela frente. É por isso que é tão alarmante quando os mercados financeiros globais começaram a tornar-se bastante agitados nas últimas semanas.

# 3 Uma corrida substancial para os rendimentos decrescentes dos títulos de longo prazo. Quando os investidores ficam com medo, tende a haver uma “fuga para a segurança”, com os investidores transferindo seu dinheiro para investimentos mais seguros. Vimos isso acontecer em 2008, e está acontecendo de novo agora. No Brasil, os ‘consultores financeiros’ não cansam em sugerir investimento nos títulos do Tesouro Direto.

A média de 10 anos de rendibilidade das obrigações dos EUA, Japão e Alemanha caiu abaixo de 1 por cento, pela primeira vez, de acordo com Steven Englander, chefe global de estratégia cambial G-10 do Citigroup Inc. No Brasil, o rendimento dos títulos públicos é artificialmente inflado pela astronômica taxa de juros paga pelo governo, necessária para que os bancos continuem financiando a gastança pública.

# 4 O preço do petróleo despenca. Enquanto você lê isso, o preço do petróleo dos EUA provavelmente já caiu abaixo de US $ 48 por barril. Mas em junho, ele estava estável a 106 dólares. Como o gráfico abaixo demonstra, houve apenas um outro momento na história em que o preço do petróleo caiu para menos de US $ 50 em menos de um ano …

# 5 Queda dramática no número de plataformas de petróleo e gás em operação. Agora, plataformas de petróleo e gás estão saindo fora de operação a um ritmo assustador. Durante o quarto trimestre de 2014, 93 plataformas de petróleo e gás ficaram ociosas, e está sendo projetado que outras 200 serão encerradas neste trimestre. Isso também é algo que aconteceu durante a crise financeira de 2008 e continuou até 2009.

# 6 O preço da gasolina nos EUA leva um enorme tombo. Milhões de americanos estão comemorando que o preço da gasolina caiu nas últimas semanas. Eles também estavam comemorando quando aconteceu em 2008. Mas é claro que descobriu-se que não havia nada para comemorar em 2008. Em pouco tempo, milhões de americanos perderam seus empregos e suas casas. Assim, o gráfico abaixo definitivamente não é “boa notícia” …

# 7 Uma ampla gama de commodities industriais começa a declinar no preço. Quando as commodities industriais vão para baixo, é um sinal de que a atividade econômica está diminuindo. E, assim como em 2008, é o que estamos vendo no palco mundial no momento. O que se segue é um trecho de um artigo recente CNBC

Do níquel ao óleo de soja, da madeira compensada ao açúcar, os preços globais de commodities têm estado em um declínio constante, quando a economia do mundo perdeu seu momentum.

# 8 Um colapso dos títulos podres. Assim como em 2008, estamos testemunhando o começo de um colapso dos títulos podres. A dívida elevada relacionada com a indústria de energia está na borda deste colapso, mas nas últimas semanas temos visto os investidores começarem a se livrar de uma ampla gama de títulos de alto risco.

# 9 A inflação nos países desenvolvidos desacelera significativamente. Quando a atividade econômica desacelera, o mesmo acontece com a inflação. Isso é algo que nós testemunhamos em 2008, isso também é algo que está a acontecer mais uma vez. Na verdade, está sendo projetado que a inflação mundial está prestes a cair para o nível mais baixo que temos visto desde a Segunda Guerra Mundial …

# 10 Uma crise de confiança dos investidores. Pouco antes da última crise financeira, a confiança que os investidores, que seria capaz de evitar um colapso do mercado de ações nos próximos seis meses, começou a diminuir significativamente. E adivinha o que? Isso é outra coisa que está acontecendo mais uma vez …

Você está começando a ver o quadro?

Há toda uma série de vozes proeminentes que estão avisando agora sobre o perigo financeiro iminente.

Hoje, eu gostaria de acrescentar mais um nome à lista. Ele é respeitado autor James Howard Kunstler, e o que ele prediz que está chegando em 2015 é absolutamente arrepiante …

Aqui estão as minhas previsões financeiras para 2015:

– No início de 2015, o BCE propõe um programa de QE coxo e risível. Os mercados europeus desabam.

– As eleições gregas, em janeiro, produzem um governo que se levanta contra a UE e o BCE e provoca uma derrapagem fatal na fé na capacidade do projeto para continuar.

– No segundo semestre de 2015, o resto do mundo se rebela e contra-ataca o dólar.

– Os mercados de títulos na Europa implodem no primeiro semestre e o contágio se espalha para os EUA com o medo e a desconfiança que se eleva sobre a viabilidade do status dos EUA como porto seguro.

– Os derivativos associados a moedas, taxas de juros e títulos de alto risco desencadeiam um banho de sangue em credit default swaps (CDS) e o aparecimento de inúmeros buracos negros por meio do qual a dívida e “riqueza” desaparecem para sempre.

– Os mercados acionários norte-americanos continuam a apontar para cima no primeiro semestre de 2015; uma cratera no Q3 corrói a fé em papel. DJA e S & P caiem 30 a 40 por cento no colapso inicial, em seguida, ainda mais em 2016.

– O ouro e a prata declinam no primeiro semestre, em seguida decolam assim que a dívida e os mercados acionários afundam, a fé em instrumentos abstratos evapora, a fé na onipotência do banco central se dissolve, e os cidadãos de todo o mundo buscam desesperadamente a segurança em face a guerra cambial.

– Goldman Sachs, Citicorp, Morgan Stanley, Bank of America, Deutschebank, Société Générale, todos sucumbem à insolvência. Funcionários do governo americano e do Federal Reserve não se atrevem na tentativa de resgatá-los novamente.

– Até o final de 2015, os bancos centrais em todos os lugares estão em descrédito geral. Nos EUA, o mandato do FED é publicamente debatido e revisto de volta à sua missão original como emprestador de última instância. É proibido a envolver-se em novas intervenções e um novo mecanismo menos secreto é elaborado para regular as taxas básicas de juros.

– Os preços do petróleo rastejam de volta para a faixa de US $ 65 –  70 por maio de 2015. Não é o suficiente para parar a destruição no xisto, alcatrão, e os setores de águas profundas. Como a contração da economia global não cessa, o óleo afunda de volta para a faixa de 40 dólares em outubro …

– A menos que o mal no Oriente Médio (em particular, o Estado Islâmico mexendo com a Arábia Saudita) levem para uma bruta e talvez fatalmente permanente interrupção nos mercados mundiais de petróleo – e então todas as apostas perderam, tanto para a continuidade das economias avançadas como para a paz entre as nações … “

Mesmo que você não concorde com todas essas previsões, estamos nos movendo para um momento de extremo perigo para a economia global.

Ao longo dos últimos dois anos, temos sido muito abençoados por sermos capazes de desfrutar de uma bolha de relativa estabilidade. Mas este período de estabilidade tem enganado muitas pessoas a pensarem que os problemas econômicos do mundo tinha sido resolvidos, quando na realidade eles só têm piorado.

Nós consumimos muito mais riqueza do que produzimos, os nossos níveis de dívida estão em patamares recordes e estamos no fim da cauda da maior bolha financeira em toda a história.

É inevitável que estamos caminhando para uma conclusão trágica de tudo isso. É apenas uma questão de tempo.

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